Codependência Afetiva: O que é, como surge, como prejudica

Codependência Afetiva: O que é, como surge, como prejudica

A codependência é uma doença da imaturidade, causada por um trauma infantil, os codependentes são pessoas imaturas ou infantilizadas ao ponto de atrapalhar a própria vida. Um número cada vez maior de pessoas vem percebendo que são incapazes de manter um relacionamento saudável consigo mesmo.
A codependência é um transtorno emocional que se caracteriza por uma dependência excessiva de um indivíduo em relação a outro. É um aprisionamento emocional onde o indivíduo suporta qualquer tipo de abuso da outra parte por acreditar que não pode viver sem a outra pessoa, não percebem que estão abrindo mão de sua própria vida e de seus sonhos para poder viver a vida do outro e isso traz consequência devastadora em sua autoestima.
Os codependentes apresentam sintomas primários e estes descrevem como os codependentes são incapazes de manter um relacionamento saudável consigo mesmo.

Sintomas primários, ou o cerne do problema:

– Vivenciar níveis adequados de autoestima, dificuldade de amar a si mesmo.
– Estabelecer limites funcionais com outras pessoas, dificuldade de proteger a si mesmo
– Admitir e expressar a própria realidade, dificuldade de saber quem é
– Tomar conta de suas necessidades e desejos adultos, dificuldade em cuidar de si mesmo
– Experimentar e expressar moderadamente sua realidade, dificuldade em comporta-se de forma adequada para a própria idade e circunstâncias

Além destes, existem cinco sintomas secundários que refletem a maneira como os codependentes acreditam que o comportamento dos outros é motivo de não conseguirem relacionamentos saudáveis. Sintomas secundários que derivam do cerne do problema primário:


– Controle negativo: Culpabiliza o outro por sua inabilidade em lidar com eles
– Ressentimento: a raiva como um sentido de poder e energia, utilizam de uma forma fútil de proteger a si próprio para readquirir autoestima
– Dificuldade com intimidade: Dificuldade em saber quem são (sua realidade) e poder partilhar esse conhecimento, dificuldade em manter uma forma saudável de intimidade
– Disparidade espiritual: Tornam a outra pessoa seu Poder Máximo, através do ódio, do medo ou da adoração e da tentativa de tronar-se esse Poder Máximo
– Vícios ou doença física: Dificuldade de enfrentar a realidade através de um relacionamento saudável consigo mesmo, o mesmo que amar, proteger, identificar e cuidar de si mesmo

Estes pensamentos originados destes cinco sintomas secundários dificultam o relacionamento do codependente com outros, porém o cerne do problema é a sua dificuldade de relacionar-se consigo mesmo. Para que haja mudança o primeiro passo é identificar é um codependente. A partir disso conscientizar que estas distorções requerem que ela enfrente o fato de estar sabotando sua vida e impedindo de viver uma vida emocionalmente saudável. O seu vínculo com várias formas de abuso na infância é um assunto complexo em virtude de experiências disfuncionais durante esta fase, o adulto codependente não possui habilidades de ser pessoa madura e capaz de viver uma vida plena e significativa.

O que são famílias disfuncionais

São famílias onde os conflitos, a má conduta, o abuso por parte dos membros ocorre sistematicamente deixando marcas emocionais. Algumas pessoas formam um casal e tem filhos com base em um padrão que repetem ou contra o qual foram reativos, as vezes aqueles que formam um lar não estão fisicamente, mentalmente e emocionalmente preparados para fazê-lo, isto é uma configuração de família disfuncional. As consequências para cada um de seus membros são imprevisíveis, mas quase sempre geram dificuldade ou incapacidade de levar uma vida plena.


“Ter filhos não transforma um pai em um pai de verdade, assim como ter um piano não faz de alguém um pianista”.

Michael Levine

Entende-se por abuso qualquer ato destinado a prejudicar outra pessoa que esteja em posição de desvantagem ou vulnerabilidade, inclui também abuso de poder, ou seja, como exercício de autoridade sem lógica e sem moderação. O abuso pode ser físico, psicológico e/ou sexual. Em qualquer situação gera graves consequências deixando sequelas para uma vida toda. É muito comum que, em uma família disfuncional, um ou ambos os pais sejam viciados, ou tenham algum tipo de distúrbio emocional ou mental. Se uma criança precisa de algo para crescer saudavelmente, é de segurança e estabilidade, o oposto se apresenta em uma família disfuncional.
Uma família disfuncional requer uma intervenção terapêutica profissional, o efeito que ela tem sobre cada membro da família não é o mesmo em alguns casos, essa ferida pode ser devastadora e em outros casos, condenar a uma vida triste na qual o medo prevalece. Sem a presença de algum tipo de consequência dolorosa resultante do comportamento disfuncional, geralmente não ocorre que precisa mudar. Os codependentes simplesmente não acordam um dia dizendo: “Acho que quero amadurecer e ficar mentalmente saudável”.
Para se restabelecer, precisam começar a dirigir à codependencia existente em sua vida e a fazer alguma coisa contra os demônios codependentes. Se esperarmos que uma pessoa ou um terapeuta faça nosso tratamento ficamos empacados, perdidos e doentes. Ninguém pode fazer nosso trabalho por nós, ninguém está destinado a isso é nossa responsabilidade.

Qual a importância da Terapia Familiar Sistêmica

A família é um sistema vivo, o todo e suas partes, o universo em que vivemos é constituído de sistemas que dependem um do outro. A terapia familiar enquanto modalidade terapêutica considera a família e não apenas o indivíduo como unidade da disfunção, mas sim o elemento identificador do problema familiar, o que aponta a doença da família. A terapia familiar sob diversas formas tem sempre como finalidade a busca de um funcionamento mais adequado ao paciente e a todo grupo que esteja em tratamento.
Muitas vezes os membros da família podem buscar a terapia para o “Paciente Identificado” por pensar que ele seja o elemento desestabilizador do sistema familiar entrar em equilíbrio. O foco principal do terapeuta será a intervenção a nível das relações intrafamiliares, ou seja, os desajustes individuais, conflitos intrapsíquicos que dizem respeito a outras formas de tratamento isto quando o terapeuta achar necessário o trabalho com o grupo familiar. O profissional da saúde mental foca o passado do indivíduo e ressalta o entendimento de que o self é fluido e inclui interação com outras pessoas. É importante ter a compreensão das relações familiares, do conceito de vínculo, do elemento mediador entre o Eu e o Tu, durante o processo terapêutico.

Texto:
Rosany Brandaõ Silva
Terapêuta Familiar Sistêmica e Coach Pessoal e Vocacional

Psicólogos e Coaches Psicólogos e Coaches
doraaszegedi@gmail.com