Relação Coach e Coachee

Relação Coach e Coachee

Léa Machado.

Quando atendemos um coachee e procuramos entender seu “estado atual” para auxilia-lo a chegar ao “estado desejado”, precisamos, necessariamente, conhecer a maneira como opera a nossa inteligência, assim como o nosso funcionamento neuropsicológico. Robert Dilts, um dos autores da Neurolinguística, criou uma maneira de compreender a sequência da representação que o indivíduo faz do que acontece em sua volta, como fica evidente; conforme Figura 1 a seguir. Partindo da representação do que é percebido no ambiente, comporto-me usando habilidades ou capacidade. O resultado da ação constrói a crença que gera a identidade (já sou capaz ou ainda não sou capaz).

Figura1: Níveis neurológicos

Figura1: Níveis neurológicos

 

O modelo de inteligência mais aceito cientificamente dentro da neuropsicologia tem um caminho feito por Spearman com a hipótese de um fator de inteligência geral (habilidade única), além dos fatores s para habilidades específicas. Raymond B. Cattell, seu aluno, considerou que o fator g poderia ser dividido em g fluído e g cristalizado e deu exemplos de pessoas que desenvolvem habilidades que criam formas de superar a falta de um órgão de percepção. Por exemplo, cego ou surdo.

Na verdade, podemos entender que as habilidades de uma pessoa são dinâmicas, elas se desenvolvem à medida em que são estimuladas. Howard Gardner em seus estudos identifica inteligências: linguística, lógico matemática, espacial, musical, sinestésica, interpessoal e intrapessoal, introduzindo a esse campo, habilidades emocionais e sociais.

Um exemplo comum nas relações sociais é a atribuição que uma pessoa dá para um atraso em algum encontro. “ele ou ela, não tem responsabilidade, por isso o atraso”. E sente raiva.
As representações das experiências podem fazer sentir-se bem ou sentir-se mal e ainda estabelece parâmetros para comportamentos futuros. É uma dinâmica que torna o resultado em muitos aspectos relativo. Usando a referência da neurolinguística; as perguntas “poderosas” proporcionam falar ou pensar o que quer. Usar sempre a comunicação positiva.

Segundo o ponto de vista neurocientífico, (informações do conteúdo das apostilas do curso de neuropsicologia) PENSAMENTO e IMAGEM envolvem o processo da mente em atividade. Percebo algo no AMBIENTE e represento o que percebo à minha maneira, em minha mente, usando ATENÇÃO, ASSOCIAÇÃO, MEMÓRIA, RACIOCÍNIO. Todo esse processo tem função. O coach sabendo disso, fica atento para usar toda a conduta manifesta do coahee em benefício do objetivo, “estado desejado”. Um dos caminhos da nossa somatização “sentir bem ou sentir mal” do que vem do emocional, vem pelo nervo vago que origina-se na parte de trás do bulbo raquidiano (estrutura cerebral que liga o cérebro e a medula espinhal), e sai do crânio por uma estrutura chamada forame jugular, descendo pelo pescoço, tórax e termina no estômago. Esse nervo também passa pela faringe, laringe, coração e outros órgãos. Suas principais funções incluem: Produção de suor; Regulação da frequência cardíaca e da pressão arterial; Controle dos movimentos dos intestinos e dos músculos, e da boca.

A pirâmede dos níveis neurológicos nos dá orientação da sequência que produzirá o novo comportamento.

Vejamos tudo que envolve a cognição além do pensamento, todo o conjunto de processos realizados pela mente em atividade. É o ato do cérebro perceber, interpretar, aprender, associar e pensar sobre os estímulos externos captados através dos cinco sentidos e também (emoções e sensações corporais).

CONHEÇAO TRABALHO DE LÉA MACHADO

 

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